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scriptorium

"Tal como surgiu diante dos meus olhos, a esta hora meridiana, fez-me a impressão de uma alegre oficina da sabedoria." (Umberto Eco, O Nome da Rosa)



Quarta-feira, 08.04.15

GIL VICENTE, SEMPRE!

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Cada ovo dará hum pato

E cada pato hum tostão

Que passará de hum milhão

E meio a vender barato

Casarei rica e honrada

Per estes ovos de pata

E o dia que for casada

Sahirei ataviada

Com hum brial de escarlata

E diante o desposado

Que me estará namorando

Virei de dentro bailando

Assi destarte bailando

Esta cantiga cantando.

 

Estas cousas diz Mofina Mendes com o pote de azeite à cabeça e andando enlevada no bailo cai lhe e diz

 

Payo Vaz

 

Agora posso eu dizer

E jurar e apostar

Que és Mofina Mendes toda

Pois s’ella baila na voda

Que está ainda por sonhar

E os patos por nascer

E o azeite por vender

E o noivo por achar

E a Mofina a bailar

Que menos podia ser?

 

[Auto da Mofina Mendes]

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por Maria Almira Soares às 20:58



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