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scriptorium

"Tal como surgiu diante dos meus olhos, a esta hora meridiana, fez-me a impressão de uma alegre oficina da sabedoria." (Umberto Eco, O Nome da Rosa)



Quinta-feira, 16.09.21

JÚLIO DINIS SOB O SIGNO DA MELANCOLIA E DO PRAZER

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Foto retirada de «JULIO DINIS em OVAR», Anthero de Figueiredo in Serões — revista mensal ilustrada, n.º 8 (Fev.1906).

   

        «Às vezes os sentimentos melancólicos trazem consigo algum prazer também, um prazer suave, íntimo, consolador.»  

    Esta frase é retirada do romance Uma Família Inglesa, o primeiro que Júlio Dinis escreveu, não o primeiro que publicou. Começou a escrevê-lo (presume‑se) em 1858, quando era um jovem escritor com dezanove anos de idade, mas só iniciou a sua publicação quase dez anos depois, em 1867, em folhetins, no Jornal do Porto, com o título Uma Família de Ingleses e publicou-o em volume, em 1868, já com o título que hoje tem. Este foi o seu único romance de temática citadina. Entretanto, deu prioridade de edição a As Pupilas do Senhor Reitor, um romance de cenário rural, que iniciara e em parte escrevera em Ovar, a terra acerca da qual Júlio Dinis disse, em carta de 1863, dirigida ao seu amigo Custódio Passos, «Ovar é uma vila e é uma aldeia».

   Olhando mais de perto as palavras sobre melancolia e prazer, de que parto, situo-as numa passagem do desenvolvimento da intriga sentimental do romance: o encontro aparentemente casual entre Carlos Whitestone e Cecília. Trata-se de um momento melancólico pelo lugar em que se desenrola e pelas memórias que evoca nas personagens.  O lugar é um cemitério, onde convergem Manuel Quintino e Cecília, motivados pela evocação saudosa da mulher e da mãe, e Carlos cuja presença tem uma motivação de sinal emocional diferente, o seu amor por Cecília. Porém, partilhando Carlos com ela a situação de orfandade materna, há razões para pressentirmos que também ele seja contagiado pela melancolia ali reinante. Em fundo e já fora do romance, não deixa de se vislumbrar ainda a sombra do autor, ele próprio vítima da perda precoce da mãe.

     Alheio à intriga, o narrador procura interpretar os sentimentos das personagens e, portador de apurado sentido da ‘verdade’ das suas emoções, associa, à melancolia que sentem, alguma dose de prazer. De facto, é verosímil que, a contragosto do lugar fúnebre em que se encontram e dos tristes acontecimentos que evocam, Carlos e Cecília sintam prazer por estarem próximos um do outro, não só física, mas também emocionalmente, graças à afinidade das memórias que partilham.

     Assim começa, este meu texto, em tom menor. Em breve, porém, como fez o narrador dinisiano, associarei a esta tonalidade melancólica outras notas mais eufóricas: as do prazer de criar e de ler literatura.

     A caminho de deslocar o seu significado para um outro contexto, teclo de novo o pensamento inicial: «Às vezes os sentimentos melancólicos trazem consigo algum prazer também, um prazer suave, íntimo, consolador.»      

    Trata-se da expressão de uma “verdade” que não se esgota no sentido que o seu lugar intratextual lhe permite. Há, nela, uma reflexão genérica sobre a complexidade das emoções que me permite recolocar as suas duas palavras fortes, melancolia e prazer, em outras conjugações extratextuais.

    Penso, por exemplo, na conjugação, harmónica no seu resultado, entre o facto de ser Júlio Dinis um homem de temperamento melancólico e o facto de ter criado uma obra de carácter genericamente festivo que fez os seus leitores experimentarem o sentimento de felicidade pela leitura. Esta constatação, pela contradição que de certo modo encerra, não deixa de suscitar um certo efeito de espanto e de curiosidade, que pode ser formulado desta maneira: como é que uma obra de leitura tão consoladora pôde ser produzida por uma pessoa de feitio triste e de vida tão torturada pela doença e pela morte!  

    De facto, a melancolia era, segundo testemunhos vários e até confissões do próprio, uma característica bem visível no modo de ser de Joaquim Guilherme, a pessoa subjacente ao autor Júlio Dinis, que boas — ou antes más — razões tinha para ver a vida com olhos tristes.    

     Em 1926, numa peça publicada no Diario do Porto, uma entrevista ao Dr. Alfredo de Magalhães, ex-diretor da Faculdade de Medicina do Porto e reitor da Universidade da mesma cidade, a propósito das homenagens prestadas ao doutor Joaquim Guilherme Gomes Coelho, como forma de celebrar o centenário dessa escola, o jornalista refere-se-lhe nestes termos:

    «A obra de Julio Diniz é uma obra cheia de graça cintilante, cheia de beleza e de expressão. Julio Diniz era, todavia, um espírito melancólico e taciturno, duma expressão triste e dum caracter frio, duro e até intratável.»

   Informação semelhante pode colher-se a partir do relato que Anthero de Figueiredo nos deixou da sua visita a Ovar, mais propriamente da reprodução da conversa que manteve com a prima do escritor, durante o seu encontro na casa que, quarenta anos antes, o tinha acolhido:

   «— Tinha um ar triste, afirmei eu, quebrando o silêncio.

    — No Porto, sim, e aqui quando chegou: tudo lhe aborrecia!»[1]

    Em ambas as situações, Júlio Dinis é referido como dado à melancolia e ao aborrecimento.

    Estariam o jornalista do Diario do Porto e Anthero de Figueiredo a ser exatos?

    De facto, existem outros testemunhos a confirmá-los.

    Camilo Castelo Branco, por exemplo, escreveu acerca de Júlio Dinis, numa carta a Castilho: «É um sujeito doente e triste.»

    E o próprio Júlio Dinis não deixou de se referir repetidamente a estas características do seu temperamento, sobretudo em cartas dirigidas ao seu muito amigo Passos, irmão do poeta ultrarromântico Soares dos Passos, de que respigo umas quantas passagens:

— «... têm-se-me exacerbado os meus humores negros e estou, pelo menos moralmente, algum tanto pior.»;

— «... quando anoitece e pela madrugada, em que os diabos negros se apoderam de mim.»;

— «A solidão longe dos homens é para mim uma coisa agradável»;

— «Eu não tenho a qualidade, que admiro em certa gente, de apreciar a convivência...»;

— «... conspiraram-se variadas circunstâncias para me levarem o espírito àquele grau de melancolia já de há muito meu conhecido.»

    Júlio Dinis não era, pois, um ser dado ao bom humor. Era, pelo contrário, propenso a deixar-se dominar pela tristeza, amante da solidão, pouco dado à convivência, melancólico. E, no entanto, como escreve o jornalista do Diario do Porto, produziu romances cheios de «graça cintilante».

    Admirável talento literário, o seu, que soube criar e compor com um realismo assinalável, a partir da observação e da imaginação, figuras cheias de vivacidade como um João Semana, alegres e até um pouco entontecidas pela alegria própria como uma Clara, e tantas outras movendo-se em enredos romanescos que desencadeiam, nos seus leitores — os mais eruditos e os mais populares, no seu tempo e muito tempo depois — sentimentos de reconforto anímico, sensações de agrado, momentos de felicidade pela leitura.

    À receção da obra de Júlio Dinis que constituiu um caso singular de estrondoso êxito, esteve ligado um culto afetuoso da personalidade literária do escritor, motivado por uma espécie de gratidão, a do leitor que experimenta a leitura benfazeja. 

   Razão há, pois, para espanto perante o facto de um homem de temperamento e vida muito pouco alegres ter dado tanto prazer, através da leitura, a gerações e gerações de leitores! Quem, leitor da sua obra, mas desconhecendo a sua vida, adivinharia que por trás de romances tão solares estaria um homem tão sombrio!?

    Júlio Dinis tem consciência da vivacidade que anima os seus romances. Mais: dá-nos testemunho de como esse apelo literário ao vívido contacto com situações e personagens animadas por um realismo pleno de espontaneidade na exteriorização de sentimentos e anseios, reverte também em seu benefício, interrompendo o seu pendor para a solidão, o seu feitio avesso à convivialidade que não fosse a dos muito próximos. Assim, numa carta, datada do Funchal, dirigida a sua prima e madrinha D. Rita de Cássia Pinto Coelho, que trata afetivamente por Ritinha, escreve: «na vida desconsolada e insípida que aqui passo há verdadeiramente só duas ocasiões de satisfação para mim. A primeira é quando recebo e leio com ardor as cartas da família e dos amigos; a segunda é em alguns momentos em que me esqueço da realidade em que vivo, por muito me engolfar em um certo mundo que ando construindo e na convivência de umas criaturas que me devem a tal ou qual existência de que principiam a gozar.» Este «certo mundo» era o mundo de ficção que criava, no caso o de Os Fidalgos da Casa Mourisca que andava a escrever na altura, e as ‘criaturas que lhe deviam a existência’ eram «gente» imaginária como Dom Luís, Jorge, Maurício, Berta, Gabriela... personagens do romance.

   Aos momentos felizes que lhe dava o convívio imaginário com as personagens e com as cenas que criava, soma-se ainda a felicidade sentida, embora nunca muito exteriorizada, com a extraordinária receção da sua obra. Veja-se o caso da adaptação teatral de As Pupilas do Senhor Reitor por Ernesto Biester e o episódio apoteótico da sua estreia no Teatro da Trindade, em Lisboa.

     No caso de Júlio Dinis, o momento da elaboração literária e o da receção obtida pelo produto dessa elaboração, embora distanciados no tempo, estão fortemente correlacionados. A matéria do seu trabalho literário é fruto de uma aguda e justa observação do real, da vida de gente vulgar, e, por isso, os leitores, gente real e comum, sentem-se participantes dos seus romances e, daí, confortados com o reconhecimento de situações por eles vividas ou testemunhadas. Deste modo, experimentam a felicidade pela leitura e agregam grande afetividade ao acolhimento da sua obra. E esta é a principal razão de ter sido, ele, um caso singular de intenso e extenso êxito popular, o que não poderá ter deixado de talhar com momentos de alegria o seu pendor melancólico.

     Os romances de Júlio Dinis tiveram a arte de transformar em leitores e propagadores de leitura muitos que, até aí, não o eram. E isso deveu-se, em muito, à vivência de um gratificante processo de autoprojeção e identificação, que é o cerne da leitura de massas e arrebata amplas camadas de leitores médios.

     Sampaio Bruno, ou seja, José Pereira de Sampaio, de pseudónimo Bruno (de Giordano Bruno), diz em A Geração Nova: «O sucesso de Júlio Dinis proveio, pois, desta alegria do público em se sentir passar de espectador a ator em obra literária e o Sr. Luciano Cordeiro engana-se, julgando que o êxito da obra do escritor era um desfastio, porque, mais do que isso, ela correspondia a uma íntima necessidade de se encontrar na novela a representação da sociedade viva.»

    Teixeira de Vasconcelos, no jornal A Reforma (1871), afirma: «Gomes Coelho não apresenta nos seus livros nenhum d’estes repugnantíssimos typos, cuja história o leitor se enfada de lêr [...] Júlio Dinis retrata cenas que fazem bem ao coração do leitor».        

    Facto notável este, o de os romances de Júlio Dinis, num país com mais de oitenta por cento de analfabetos, encontrarem meios de serem “lidos” até por quem não sabia ler! As suas palavras eram recebidas oralmente em rodas de leitura em voz alta.

    Irene Vallejo diz que as palavras são, antes da existência de qualquer tecnologia cultural de escrita, «meros pedaços de ar»[2]; cita, de Homero, as «palavras aladas» que, posteriormente, procuraram «a sobrevivência»2, através da escrita. É, nessa sua primeira natureza aérea, que as palavras de Júlio Dinis encontram o caminho de muitos dos seus leitores/ouvintes. De facto, muitos dos seus leitores, apaixonados conhecedores e citadores das suas histórias, das suas personagens, eram analfabetos. Viviam-se tempos que nada tinham já de homéricos, mas em que, devido ao enorme índice de analfabetismo existente, a vida decorria, em muitos meios, na mais pura transmissão oral! Viegas Guerreiro recorda: «Eu lia, em rapaz, a camponeses da minha terra, romances de Júlio Dinis e de Camilo. E era vê-los participar na ação, falucando, perguntando, comentando.»[3] É que, e subscrevendo totalmente Irene Vallejo: «Afinal de contas o que é uma história? Uma sequência de palavras. Um sopro. Uma corrente de ar que sai dos pulmões, atravessa a laringe, vibra nas cordas vocais e adquire a sua forma definitiva quando a língua acaricia o paladar, os dentes ou os lábios.»2 E dessas sequências de palavras, desses «pedaços de ar», possuímos todos a aptidão de ser leitores. Trata-se de uma condição existente no humano, essa disponibilidade de recetor de histórias quer se concretize quer não através da leitura do escrito. Assim aconteceu com as histórias de Júlio Dinis e com o fortíssimo elo afetivo que criaram com os leitores.

   A provar este tão amplo alcance da receção dos romances de Júlio Dinis existem dados factuais, quantificados de que podemos recordar:

— No ano em que foram publicadas em volume, em Outubro de 1867, As Pupilas do Senhor Reitor esgotaram-se num mês!

— Em 1900, As Pupilas do senhor Reitor têm já catorze edições correspondentes a vinte e oito mil exemplares.

Os Fidalgos da Casa Mourisca, publicados já depois da morte do autor, tiveram oito edições correspondentes a treze mil exemplares até 1900.

— Nos inícios do século XX, Uma Família Inglesa ia na nona edição (dezasseis mil exemplares) e A Morgadinha dos Canaviais, na décima (doze mil exemplares).

   Outros dados existem, também factuais, mas medidos não em números, antes na expressão do reconhecimento afetivo e do prestígio do escritor:

— As conferências e discursos vários, pronunciados durante os muitos atos de homenagem prestados ao escritor, dão uma nítida e inegável imagem da receção havida por parte da sua obra. Respigando, entre muitas outras, duas significativas referências exemplificativas do tom e do sentido das palavras dirigidas à memória do escritor em tais circunstâncias: «insigne romancista»; «romancista querido de todos os portugueses», podemos avaliar bem o prestígio e mesmo o amor, advindos do prazer da sua leitura, que alcançou a obra deste escritor.

   E, no entanto, enquanto as suas histórias, fruto de aturado trabalho de elaboração literária, iam preenchendo, com cenas cheias de alegria, o imaginário dos portugueses, Júlio Dinis sofria melancolicamente os tormentos da sua tristíssima e tão curta vida.

     Eça de Queirós precipitou-se, arrastado pelo efeito de estilo, quando, afastando-se da realidade dinisiana, que talvez não conhecesse muito bem, disse de Júlio Dinis: «viveu de leve, escreveu de leve, morreu de leve». Júlio Dinis não viveu de leve; ninguém morre de leve; e a sua obra não se concretizou através da espontaneidade simples de uma escrita ingénua, mas foi fruto de pesquisa e de uma elaboração assente em convicções maduramente ponderadas. Provam-no, por exemplo, as páginas publicadas nos Inéditos e Esparsos com o título de Ideias que me ocorrem, escritas no Funchal em 1869. Nessas páginas, segundo Gaspar Simões, e justamente, «está nitidamente exposta uma verdadeira estética do romance realista». As opções literárias de Júlio Dinis são fruto de ponderação, de reflexão e análise da arte do romance e uma dessas suas claras opções é a de desenhar as suas personagens a partir de um agudo sentido de observação do real quotidiano, sobretudo de tipos rurais.

    Nessas páginas publicadas em Inéditos e Esparsos, Júlio Dinis escreveu: «Há uma lei do gosto literário em que eu acredito firmemente. O excecional, o extravagante, o desregrado não é o que desperta nos leitores ou nos espectadores o mais verdadeiro, o mais duradoiro interesse; pelo contrário, é o comum, o vulgar na justa aceção do termo. Quando encontramos em um livro pensamentos que já tivemos um dia, sentimos agradável surpresa, como ao darmos em um lugar, inesperadamente, com uma pessoa conhecida; quando no carácter, no coração de uma personagem literária, há alguma coisa que é nossa, quando nos reconhecemos em parte personificados numa criação, redobra o interesse com que o acompanhamos nas peripécias do drama.»[4]

    Foi em Ovar que Júlio Dinis colheu grande parte dos dados dessa observação do real a que tanta importância atribuía no seu processo de criação literária. E foi também sobre Ovar que o romancista escreveu, em carta a sua tia D. Rosa Zagalo Gomes Coelho: «os quatro meses que passei em Ovar foi o tempo mais feliz da minha vida». Sobre a relação do escritor com Ovar, diz-nos Antero de Figueiredo, no texto já citado e lembrando outras terras por onde Júlio Dinis peregrinou em busca de saúde (Felgueiras, Famalicão, Fânzeres, Funchal...): «A algumas dessas terras creou odio e em todas deixara o rasto amargoso do seu tédio; mas lembrando-se de Ovar sorria

   Ovar foi, pois, para Júlio Dinis, um sorriso, uma aberta solar na sua melancolia. Atrevo-me a pensar que esse sorrisonão advinha de motivações meramente pessoais; tinha um valor literário, associado à importância que a vida vivida em Ovar teve na consolidação das suas convicções estético-literárias e, daí, na fortíssima receção da sua obra. Assim, sorri o autor e sorrimos nós, os seus leitores.

    Ao fornecer-lhe matéria para a escrita de romances em que mergulhava com satisfação e, deste modo, contribuir decisivamente para a ampla onda de leitores que a sua obra desencadeou, Ovar tem, pois, responsabilidade no prazer que pode ter temperado a tristeza dinisiana. Foi em Ovar que Júlio Dinis começou a escrever As Pupilas do Senhor Reitor, romance que desencadeou o movimento da notável amplidão da receção da sua obra e da intensidade do gosto com que era lido. Virginia Woolf escreveu, no seu ensaio The Patron and the Crocus: «To Know whom to write for is to know how to write.»[5] e eu, estando de acordo com esta sua afirmação, atrevo-me a escrever que foi em Ovar que Júlio Dinis, ao conhecer os tipos humanos, reais e vivos, de que haveria de fazer personagens, conheceu simultaneamente quem, desdobrando-se por muitos, haveria de constituir a grande massa dos seus leitores. Aí, encontrou aqueles para quem estava a escrever e, seguindo Virgínia Woolf, implicou, nesse encontro, a consolidação da identidade quer temática quer estética da sua obra. 

 

    Joaquim Guilherme Gomes Coelho foi um homem cuja vida decorreu sob o signo da melancolia, mas teve o talento de se imaginar como Júlio Dinis, escritor cuja obra foi criada e lida sob o signo da alegria.  

 

[1] In «JULIO DINIS em OVAR», Anthero de Figueiredo in Serões — revista mensal ilustrada, n.º 8 (Fev. 1906).

[2] In Irene Vallejo, O Infinito num Junco.

[3] Viegas Guerreiro in Para a História da Literatura Popular Portuguesa.

[4] In Inéditos e Esparsos com o título de Ideias que me ocorrem, escritas no Funchal em 1869.

[5] «Saber para quem escrever é saber como escrever.» (Tradução minha.)

 

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por Maria Almira Soares às 23:00



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