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scriptorium

"Tal como surgiu diante dos meus olhos, a esta hora meridiana, fez-me a impressão de uma alegre oficina da sabedoria." (Umberto Eco, O Nome da Rosa)



Quarta-feira, 14.10.15

POPULARIDADE INIMIGA DO CONHECIMENTO

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Depois de uns tempos de incerteza devidos a dificuldades logísticas, vai a comunidade de leitores LERDOCELER reiniciar a sua atividade.

Sob o signo da popularidade inimiga do conhecimento e do pulular de citações sobre o vazio, foram selecionados seis livros que constituirão o programa de mais este ciclo de leituras: convergentes/divergentes/cruzadas/paralelas... Servirão elas para descobrirmos outros alcances das referências que temos, para aprofundarmos o sentido de títulos que, por vezes, pouco pensadamente deixamos cair, das eternas citações, por vezes bastante remendadas, das personagens trânsfugas dos livros a que se sobrepuseram.

Descobrir as fontes destas figuras de superfície, ou seja, os livros lá por trás escondidos ou esquecidos, liofilizados por um conhecimento parcial, é o nosso fito. Através da leitura, único caminho para o conhecimento de um livro. Façamos perguntas:

— Porque continuam estes livros dando respostas a problemas que permanecem ou se transfiguram?

— Porque se tornaram estes livros linguagem? Porquê, os seus títulos, os nomes das suas personagens, as suas citações se coseram na nossa linguagem?

— Porque se tornaram fundamento, argumento, de opiniões, de convicções, numa espécie de homerização? Como nos tempos fundos de uma cultura que herdámos, a dos poemas homéricos que serviam de fundamento, quase diríamos jurisprudência,   para sentenças em julgado, tempos míticos em que a literatura tinha jurisdição sobre a vida?

— Livros míticos?

 

Agora que estamos menos arcaicos nos costumes e nos nossos julgamentos deles, continuamos a sentenciar a partir de citações como «a minha pátria é a língua portuguesa»; ou «é preciso que tudo mude para que tudo fique na mesma»; ou justificamos injustificáveis posições políticas de grandes escritores alegando o nome de Céline; ou tomamos como paradigma de comportamentos e atitudes pessoais ou profissionais um Mr. Ripley ou um Sam Spade; ou até acrescentamos o nosso vocabulário de nomes comuns com o nome próprio da personagem Lolita.

— Que nos dirá, sobre o assunto, a leitura dos livros-fonte destas nossas apropriações?

— Que referências culturais alargaremos/contraditaremos, subindo delas até aos livros onde residem?

Estas e outras perguntas/respostas partilharemos.

Vamos começar por Il Gattopardo (O Leopardo), um livro repleto de respostas e de perguntas.

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por Maria Almira Soares às 15:14


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